a irmandade da cueca

Porquê que se diz um par de cuecas se ela é só uma? Não sei, talvez porque é sempre bom partilhar as coisas, mesmo as mais intímas... Mas como não há longe sem distância, e esta última existe, criamos aqui uma tertúlia virtual, em que os km não têm lugar e que por meias, completas ou ausentes palavras contamos o que nos vai na alma ou que simplesmente vai.

terça-feira, outubro 31, 2006

O Ilusionista


Ontem fui assistir à ante-estreia do filme o Ilusionista, passando o facto de ter ido ao cinema no Alvaláxia, da gente que entra tarde, conversa e volta a sair, do barulhinho da pipoca, ao lado á frente e atrás, achei um filme muito interessante e divertido de se ver. Mal comparado, quase que me fez lembrar o Caso de Thomas Crown, em que até ao final ficamos na expectativa do que teria ou como teria acontecido. Pois bem, aqui passa-se a mesma coisa, até ao fim ficamos perdidos, crentes de uma coisa, mas a supôr outra, tentando compreender o inexplicável, os segredos que se escondem nas mangas de um Ilusionista....

A sinopse da história:


Eisenheim é um ilusionista que regressa a Viena ao fim de 15 anos e começa a dar espectáculos de ilusionismo. Devido á sua crescente popularidade e à excelente qualidade dos nºs que apresenta, o Princípe Leopolde, vai assistir a um dos seus espectáculos, oferecendo a sua noiva a Condessa Sophie, como voluntária para um dos truques. Quando esta pisa em palco Esenheim reconhece-a como sua namorada de infância e é a partir deste trio amoroso que a história começa e deambula pela capacidade que a mente humana tem em dissimular, ocultar, alterar e de se deixar enganar!

Um filme muito engraçado para de se ver nestes dias cinzentos.

segunda-feira, outubro 23, 2006

terça-feira, outubro 17, 2006

1ª Licitação do blog....


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quinta-feira, outubro 12, 2006

And then I don´t feel so bad

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Meninas, tenho saudades de vosotras

Para quando uma reunião oficial da Irmandade?!?!?!?
Acho que todas precisamos, eu pelo menos preciso!!


Beijos?!?!?!
Só pessoalmente!

Já agora...

Ontem ouvi de relance uma frase na rádio que me impressionou. Hoje deixo-vos com ela, também como desafio ao post aqui em baixo.
Considerem-se beijadas e como se ouve algures: já agora, vale a pena pensar nisto:


“O mundo caminha mesmo sem nós. De nós depende que caminhe connosco.”

Padre Pedro Arrupe

Tempo


Gostava de escrever mais de partilhar mais, de vos contar da experiência de ser tia a tempo inteiro por 5 dias, de contar como é bom sentir aquele abraço e aquela dependência de nós, que nos faz considerar os melhores do mundo e que nos faz sentir também os piores quando nos acorda durante a noite e pede leite. Gostava de partilhar o resto dos dias, do que me vai na alma, dos dias bons e dos dias maus. Gostava simplesmente de escrever, há tanta coisa para contar, tanta história para partilhar, gostava de dar mais irmãozinhos aos Contos Urbanos, mas é assim não tenho tempo ou disposição às vezes.
Não gostava que a minha vida se tivesse alterado como alterou desde Junho, por motivos que quem me conhece conhece e que não conhece também não importa, mas é com satisfação que partilho que diminui de 4 cm para 1,8 cm, a caminhada ainda é longa, mas já estamos a meio da escada. Com isto, herdei situações que não queria e que não me sentia preparada, mas não tinha outra hipótese, o que não tem solução solucionado está... Mas desgasta e consome as energias, prende-me ao trabalho e faz-me queres largar o PC assim que possível...Pode ser, que um dia destes, quando tiver tempo, finalmente instale um em casa e aí, talvez!

Mas por hoje é tudo, queria falar com a irmandade, preencher mais um dia no diário/semanal do nosso ponto de encontro virtual e tinha que ser já, antes que o tempo se dissipasse e desaparecesse...

segunda-feira, outubro 09, 2006

Um "segredo" muito bem guardado...


Como costuma dizer-se no nosso país "quem sai aos seus não degenera" e portanto não é de estranhar que Miguel Sousa Tavares, mais que não seja pela herança genética da sua fantástica Mãe e para explicar ao filho “porque é que as estrelas não caem do céu”, nos delicie com maravilhosas histórias. Se a isto acrescentarmos a magnífica ilustração de Fernanda Fragateiro, parece-me que temos todos os ingredientes para algo realmente fantástico.
Foi com esta ideia que levei ontem o meu filho de desafiei outros membros da família a assistir ao teatro de marionetas acerca desta história e confesso que há muito tempo que não me sentia tão desiludida. Sem querer criticar demasiado a Fio de Azeite, companhia que adaptou e encenou a peça, não posso deixar de referir a minha enorme desilusão com aquilo que se tornou quase uma tortura para grande parte das crianças (e adultos) que estavam na sala. Penso que (e isto é a minha opinião, que vale o que vale) se transformou uma magnífica história numa espécie de interpretação demasiado minimalista (que fez com que também grande parte das crianças não percebessem sequer do que tratava realmente a história) mas, pior, fez-se de algo maravilhoso uma apresentação demasiado escura, demasiado lenta e demasiado vazia de qualquer possível interpretação, entendimento ou conteúdo.
O resultado foram diversos pais a saírem a meio com crianças chateadas e outros a tentarem todo o tipo de explicações fantasiosas para convencer as que ainda lá estavam a aguentar até ao fim do espectáculo.
Ainda assim, os actores/manipuladores das marionetas foram bastante aplaudidos no final, o que, a avaliar pelas expressões faciais do público já cá fora e pelos comentários que se iam ouvindo me faz pensar que o público português é mesmo maravilhoso. Eu, peço desculpa por qualquer coisinha, mas desta vez e pela primeira vez saí sem aplausos.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Muita gente muito BOM MESMO

5 palavras para 5 dias que, para mim, descrevem sumariamente Madrid e George Michael !!!!

Madrid

Tenho pena de não conhecer NY, mas pelos comentários que eu fiz de Madrid a pessoas que já estiveram na metrópole das metrópoles, Madrid assemelha-se a essa cidade (pelo menos no meu imaginário, realço), nunca pára, nunca fica sozinha. Qualquer que seja a hora todas as artérias que passam pelo centro da cidade Gran Via, encontram-se entupidas de gente e de carros, vendedores ambulantes, distribuidores de publicidade, as lojas estão sempre cheias, os cafés e os bares de tapas sempre com a lotação esgotada. Gosto de ver, essa gente que cultiva o social, que partilham a vida com alegria e barulho, ao mesmo tempo que picam as suas famosas tapas, sempre com muito tomate, azeite e pimento. Acho que tal como a comida espanhola, os espanhóis sabem temperar a vida deles, não percebo porque é que importamos laranjas espanholas, que por sinal são sensaboronas, e não importamos um pouco da movida que eles têm, fazia-nos bem talvez deixássemos de ser tão quadrados em certas coisas.

As gentes

Profusão de gentes e de estilos, vestem-se de qualquer forma, usam e abusam da panóplia de estilos e de cores, fico na dúvida se qualquer coisa serve ou se se trata de estilos cuidados para parecer descuidados, os cabelos em cortes que cá proliferam, essencialmente, no Bairro Alto, os adereços, as tatuagens e os piercings usam-se com a mesma vulgaridade que se põe um chapéu ou um cinto, a liberdade de se ser quem é, qualquer que seja a opção de vida que se faça.

A noite

LA MOVIDA, as ruas da Chueca estão cheias, parece um Bairro Alto em ponto grande, muitos bares, muitas gentes que, tal como canta o George Michael, defendem o hino “I just wanna have some fun” e de “let´s go outside”. Risos, gritos, conversas em todo o lado, acompanhadas, ou melhor dizendo, bem regadas, de copos de plástico de litro, cheios de rum com limão, caña, vodka, e tudo mais. Curiosamente nem sempre os sítios têm música, mas isso não é importante, quando apetece canta-se ou então a banda sonora é feita pelas vozes dos milhares de intervenientes desta festa que é a noite Madrileña. Por coincidência, chegamos no dia, ou melhor, na noite da Noite Branca, uma mega festa por toda a cidade, onde instituições, como o museu do Prado, entre outros, estiveram abertas até às 3 da manhã, pelas ruas havia diversas actuações de actores e músicos, inclusive na rua onde era o nosso hostal, a melhor forma de descrever a rua é pedir que se imaginem dentro do metro à hora de ponta!!!

Cultura & Arquitectura

Acho que as feiras fazem parte da cultura de um país, aí está origem das trocas comerciais, dos espectáculos de rua, do centro da vida das comunidades, obviamente que hoje em dia o comércio já se encontra disponível 24 horas por dia e que a cultura já ganhou espaços próprios, mas as feiras continuam a ser sinónimo de oportunidades e preços baixos e, numa cidade como Madrid com mais de 3 milhões de habitantes, o Rasta, o mercado semanal de Domingo, junta pelas suas ruas uma parte considerável dessa gente. O Rasta é uma feira similar à nossa feira de Sintra ou de Cascais, a única coisa que altera são as proporções: Portugal está para Espanha, como a Feira de Sintra está para o Rasta, fora isso a oferta é a mesma, roupa, bijutaria, tachos, panelas, velharias, tapetes, pilhas, bonecos, cuecas, soutiens, co
mida, plantas, sapatos, etc...

Apesar de não trazer nada de extraordinariamente novo, o Rasta foi um bom pretexto para passear por mais umas ruas de Madrid, que a nível de exemplares arquitectónicos são lindíssimas. Madrid tem uma traça constante na sua arquitectura, quase todos os prédios têm o mesmo estilo, finais do século XIX à 1ª metade do século XX: uso de formas geométricas nas fachadas dos prédios, as janelas e varandas trabalhadas, o ferro forjado, as portas de entrada imponentes, e tudo mais ou menos só com 6 andares, vale mesmo a pena ser visto, de passear só por passear, pelo prazer de observar.

Madrid só peca por uma coisa, a ausência de água, acho que tem um rio pequenino a fundo do Palácio Real, o qual não vi e depois pelo meio da cidade vamos encontrando fontes e um grande lago no Retiro, que é o pulmão de Madrid.

O Retiro, é um parque enorme no centro de Madrid, cheio de árvores enormes e espaços verdes,com um grande lago onde se pode andar de barquinho e palco de inúmeros acontecimentos culturais: no dia que estive lá havia um concurso de pintura sobre o parque e na praça central, todas as semanas há um encontro livre de tambores, djambés e outros instrumentos de precursão, que tocam para quem os quiser ouvir.

Mas uma visita a Madrid não fica completa sem se ir ver o Guernica, no Museu Nacional Rainha Dona Sofia. Este museu é composto por uns 5 enormes andares, mas só visitei os 2 que albergam diversas exposições itinerantes, bem como fixas, centrando-se essencialmente em pinturas e esculturas modenas. De tudo o que vi, os mais conhecidos foram sem sombra de dúvida Miró, Dali e Picasso, e, deste último, havia uma enorme exposição, muito à base de estudo prévios que ele fez para o Guernica, a cabeça do cavalo, mulher com lenço, mulher com criança morta....

O GUERNICA, 1ª palavra que me ocorre: imponente, é sem sombra de dúvida enorme, é um quadro carregado de simbolismo e que espelha o desespero que advém da guerra, mas depois esteticamente choca, a distorção das imagens incomoda, provoca dor, mas talvez seja por isso mesmo, por ser tão bom a passar uma emoção, neste caso negativa, que eu não gostei, é um quadro que não dá para ficar indiferente perante ele, que magoa pelo horror que imortaliza.


Gastronomia

Huuuuuuuum , comi bem em restaurantes todos fashion, onde massas e nouvelle cousine se misturam criando pratos esteticamente interessantes e quase sempre bons! Decorações fantásticas em ambientes acolhedores e envolventes.

Circus: noodles, arroz e wok, todos com um toque japonês, e com um cheesecake de frutas tropicais de comer e chorar por mais; comida criativa de fusão Wagaboo: a cozinha está atrás de um vidro, a realçar as pastas frescas feitas na hora à vista de toda a gente, nunca tinha visto ninguém a fazer manualmente taglietelli, é demais!!!; Baazar, a comida deixou muito a desejar para a maioria de nós, doses caras e pequenas, no entanto, comi a melhor sobremesa de chocolate da minha vida – o chocolatíssimo, um pequeno bolo/pudim quente que à 1ª colherada se esvai voluptuosamente em chocolate, encantou-me em todos os sentidos, a não perder numa ida a Madrid.

A realçar ainda a kono pizza (pizza em cone que só vi comer, mas que me disseram ser boa) e o café ou bica, sempre a 1,30€ ou mais, definitivamente café só mesmo por cá!

GEORGE MICHAEL

And at last but not least, o pretexto para ir a Madrid: George Michael!!!! Adorei, foi para mim um dos melhores concertos da minha vida, cantou e encantou-me com a sua voz sensual que quase me fazia acreditar que estava a cantar para mim, não fosse o facto de ser chamada à realidade por uma espanhola que cantava freneticamente atrás de mim e vocês já ouviram um espanhol a falar inglês, agora imaginem a cantar...mas adiante. Foi fantástico o momento em que se abriu o pano, ele entrou em palco e descobri que estava a uns 15 metros de mim e que o via tão bem, a barba grisalha, o brocado do casaco, o sorriso, ai, ai, foi L-I-N-D-O!!!!!!!! Claro que teria preferido uma ou outra canção que ele não cantou, mas no compto geral a grande falha só vai para a ausência do Wake me up before you go-go, como pode não cantar esse ex-libris dos Wham?!? De resto, visualmente o espectáculo foi simples e muito bom, a banda estava dividida por 2 andares e ao centro uma enorme tela complementava com diversas projecções o lado visual do espectáculo, George Michael pouco dançou tendo optado por um grande leque de músicas calmas e nas outras fazia-o de uma forma discreta, fiquei na dúvida se se trataria da postura em palco ou da idade, mas provavelmente esta última se tivermos em atenção os 20 minutos de intervalo. Tivemos ainda um momento alto em Shoot the Dog onde um gigantesco boneco insuflável do George Bush encheu o palco e trazia um amiguinho preso à braguilha, um lindo cãozinho trajando a bandeira Inglesa (seria o Tony Blair?!? ;-) ).

As fotos

Essas vêm depois...