a irmandade da cueca

Porquê que se diz um par de cuecas se ela é só uma? Não sei, talvez porque é sempre bom partilhar as coisas, mesmo as mais intímas... Mas como não há longe sem distância, e esta última existe, criamos aqui uma tertúlia virtual, em que os km não têm lugar e que por meias, completas ou ausentes palavras contamos o que nos vai na alma ou que simplesmente vai.

quarta-feira, maio 24, 2006

Dorida


A distância por vezes dói. A mim, dói-me. E hoje doeu-me particularmente.
Estupidamente, nos últimos tempos parece-me que não consigo, nunca consigo, arranjar tempo para nada, ou para certas coisas. Como se o tempo se arranjasse. Dizia uma frase publicitária: o tempo é o que se faz com ele. Pois é. O que faço com o meu nem sempre é o que queria fazer mas, correndo o risco de rimar, o que tem de ser.
Hoje doeu-me um telefonema que teve de ser demasiado rápido, hoje doeu-me um mail ao qual não consegui responder, não por falta de tempo para teclar meia dúzia de palavras, mas porque a resposta não era para ser dada assim. Porque não “arranjo” tempo para cumprir o que me apetecia, para passar tempo com uma amiga especial. No caso do telefonema passou-se mais ou menos a mesma coisa. A dor não reside no facto que obriga a um telefonema rápido, mas ao de uma vez mais não “arranjar” tempo para apoiar, para estar.
Não é a primeira vez que acontece, um ou outro dos acontecimentos, nem a segunda. Por isso hoje estou dorida. Dorida de vazios que se vão construindo involuntária e obrigatoriamente por esta maldita distância que parecia tão pouca, mas que me mantém demasiado afastada.
Considerem-se beijadas.

4 Comments:

  • At maio 24, 2006 6:36 da tarde, Blogger Sister San said…

    eu sei que ando sensível, mas senti uma lágrima no canto do olho ao ler o teu post...relaxa...não é a distância que separa as pessoas...

     
  • At maio 24, 2006 7:06 da tarde, Blogger Sister Nemm said…

    Diz-se que a vida é dificil. E realmente é!
    É porque nunca conseguimos fazer o que queremos e com quem queremos no momento que queremos. O pouco tempo que temos é dedicado a coisas chatas, obrigatórias e que sempre afirmamos que não iriamos fazer ou deixar-nos envolver desta forma... mas o facto é que cá estamos a pagar pela nossa língua. MALDITA RESPONSABILIDADE e ao que nos obriga a fazer.
    Mas o mais importante é que não nos esquecemos das pessoas importantes na nossa vida e mesmo que não lhes consiguemos dar a devida atenção estão lá de pedra e cal no nosso coração e na nossa cabeça.
    Um beijo grande para todas e um especial para ti San que passas por mais uma dura prova de vida.
    PS - quando for grande quero ser o Peter Pan

     
  • At maio 25, 2006 10:52 da manhã, Blogger Sister San said…

    Eu não me importo de crescer, só quero é ir viver para a Terra do Nunca...

    "Condomínio Terra do Nunca, com escorregas temático incluídos, piscina interior e exterior, árvores e campos abertos, despensa sempre cheia e ausência de responsabilidades... e se reservar já ganha um lollypop sem açucar!"

     
  • At maio 25, 2006 2:21 da tarde, Blogger Sister Meg said…

    Fogo... agora quem ficou com a lágrima ao canto do olho fui eu.
    É tão bom ter Amigas assim!
    Eu também ia morar para esse condomínio e tornava-me, convosco, uma menina perdida...
    Obrigada! Beijos.

     

Enviar um comentário

<< Home